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sábado, 11 de novembro de 2017

Infraero Realiza o Desemborrachamento da Pista do Aeroporto de Montes Claros


Visando a segurança operacional de pousos e decolagens do aeroporto de Montes Claros, foram realizados nesta semana os trabalhos de desemborrachamento de pista do Aeroporto Mario Ribeiro/Montes Claros. 

Os trabalhos foram realizados por um caminhão especial da Infraero, que utiliza a mais avançada tecnologia para executar a remoção de borracha, detritos e pintura de sinalizações das pistas de pousos e decolagem.


Vídeo explicativo:


Sigam nosso instagram: @aeroportodemontesclaros










terça-feira, 14 de julho de 2015

Aeroporto de Brasília Terá Operação Simultânea


O Aeroporto de Brasília será o primeiro aeródromo da América do Sul a realizar operações paralelas simultâneas independentes.
O aeroporto é o único do país que possui pistas paralelas com uma distância acima da regulamentar possibilitando assim a realização de pousos ou decolagens simultâneos. As pistas têm 3.300x45 e 3.200x45 com separação de 1,8 km entre elas.
A autorização foi concedida pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) após uma série de análises que comprovaram a possibilidade de aproximações simultâneas. A previsão é iniciar a operação em novembro deste ano.
O procedimento corriqueiro no exterior, é uma conquista para a Inframerica, administradora do aeroporto, possibilitando um incremento no número de voos nos horários de pico. Com a autorização, o Aeroporto de Brasília terá sua capacidade de pista acrescida dos atuais 60 movimentos/hora para 80. Esse será o terceiro aumento desde que a Inframerica assumiu a administração do terminal, um crescimento total que chegará a 45%.
A operação simultânea das pistas é totalmente segura, mas requer um trabalho meticuloso, como se dois aeroportos estivessem sendo controlados ao mesmo tempo.
A permissão coloca o Aeroporto de Brasília no 1º lugar de maior capacidade de pista do país e o único a operar pousos e decolagens simultâneas na América do Sul.


Fonte: Aeromagazine

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Azul Decide Aposentar o ATR-42 Herdado da TRIP. Patos de Minas e Cidades do Amazonas Ficam Sem Voos


A Azul suspendeu a venda das passagens dos voos diretos de Patos de Minas, cidade mineira localizada no Alto Paranaíba, para Campinas (SP). O voo deixa de ser operado em 1º de julho. A companhia informou que a suspensão ocorre em função da decisão de deixar den usar em suas rotas o ATR-42-400, configurado com 45 assentos. Herdados da Trip, empresa comprada pela Azul em junho de 2012, esse modelo de aeronave era usado nos voos de Patos de Minas.

A Azul informou que pretende retomar os voos em Patos de Minas antes de julho com o ATR-72 -600 com 70 assentos, mas que isto ocorra terão que ser feitas adequações no aeroporto. Uma das exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é a compra de um caminhão de combate a incêndio maior. Em nota, a Azul garante que fará o reembolso integral, caso a suspensão temporária se confirme.

Os voos de Patos de Minas para Campinas eram operados às segundas, quartas e sextas. No mês de junho esse voo está sendo operado às segundas e sextas. As cidades mineiras que perderam voos da Azul nos últimos anos são Varginha, Diamantina, Juiz de Fora e São João del Rei.

Carauari, no Amazonas, também perdeu voos da Azul  pelo mesmo motivo. A companhia pediu autorização a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que os voos operados nos aeroportos na cidade e nos municípios de Coari, Eirunepé e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, sejam realizados com aeronaves modelo ATR-72, com capacidade para até 70 passageiros, a partir de junho. 

Atualmente, as operações da companhia são realizadas por aeronaves ATR-42(500), também classificadas como ATR-45, com capacidade para 45 assentos. Os três municípios estão entre os 270 que integram o programa de desenvolvimento da aviação regional da Secretaria de Aviação Civil. Só no estado do Amazonas, serão 25 que serão construídos ou reformados.



Nota À Imprensa


São Paulo, 10 de junho de 2015 – “A Azul Linhas Aéreas Brasileiras informa que descontinuará o uso das aeronaves ATR 42-500 em sua frota. Com isso, a cidade de Patos de Minas, hoje servida por estes aviões, deixará de receber temporariamente os voos da empresa até que os ajustes necessários na infraestrutura do aeroporto sejam feitos para receber aeronaves maiores, modelo ATR 72-600, com capacidade para 70 assentos. A Azul espera que as adequações sejam realizadas antes de 1º de julho, data em que a empresa pretende suspender os voos.


A companhia reforça que não pretende deixar de operar em Patos de Minas, mas sim, ampliar sua oferta de assentos e trazer ainda mais conforto aos seus Clientes, com aeronaves maiores e mais modernas.


Os Clientes que compraram bilhetes após a data mencionada terão reembolso integral do valor pago, caso a suspensão temporária se confirme.”





Fonte: Tudo em Viagem



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Azul Solicita Mais Um Voo Para Montes Claros

A Azul Linhas Aéreas solicitou a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mais um voo Belo Horizonte e Montes Claros. A companhia passará a ter um opção matinal para o norte de Minas com retorno a Belo Horozonte no início da tarde. A operação ainda depende de aprovação da Anac. O voo está previsto a vigorar a partir do mês de setembro.



AD2614 CNF 09:55 MOC 11:00 Seg a Sex 

AD2615 MOC 11:30 CNF 12:35 Seg a Sex 


Fonte: Azul/CNFAovivo

domingo, 1 de junho de 2014

Anac Libera Antigo Aeroporto do RN Para Voos Internacionais


Os voos internacionais que chegam e partem de Natal serão operados no Aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, até que o novo aeroporto do RN - que começou a funcionar neste sábado (31) regularize a alfândega. A informação foi confirmada no início da noite deste sábado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O próximo voo internacional com destino a Natal é o TP005 que parte de Lisboa às 19h50 deste domingo (1º) e está previsto para chegar em Natal às 23h25 do mesmo dia. A assessoria da Anac informou que os embarques e desembarques internacionais permanecem no Augusto severo até que o aeroporto de São Gonçalo do Amarante seja alfandegado pela Receita Federal.

O novo aeroporto começou a operar neste sábado (31) com pousos e decolagens de voos domésticos nacionais. Segundo a Receita Federal, por conta do trâmite de um relatório com o resultado da inspeção no aeroporto construído para a Copa, ele só estaria liberado para receber voos internacionais no dia 4 (quarta-feira). Na prática, o alfandegamento é a autorização por parte da Receita Federal para que o terminal possa embarcar ou desembarcar viajantes e mercadorias procedentes do exterior ou a ele destinados.



“O aeroporto tem pendências de ordem operacional. Não há disponibilidade de link de acesso pela Embratel ao sistema da Receita Federal, por exemplo. Isso impossibilita o nosso trabalho", disse o inspetor-geral da Receita Federal em Natal, Jorge Luiz da Costa.


O inspetor explicou que um relatório com o resultado da inspeção no aeroporto será encaminhado ainda neste sábado para a comissão de alfandegamento do novo aeroporto que é formada por servidores da Receita Federal de Recife e do RN. "Essa comissão dará a redação final ao relatório que será encaminhado na segunda-feira (2) para a Superintendência da Receita, no Recife. Esse relatório irá subsidiar a superintendência para a emissão do ato declaratório de alfandegamento do terminal. A superintendência já manifestou que irá analisar o relatório na segunda-feira (2), elaborar o ato declaratório de alfandegamento na terça-feira (3), e enviar para publicação no Diário Oficial da União de quarta-feira (4)", disse.


Fonte: Revista Aerolatina

sexta-feira, 21 de março de 2014

Anac Reprova Voo de Confins Para Governador Valadares Que Começaria em Abril


A companhia Azul não recebeu autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para iniciar no dia 7 de abril voo de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para Governador Valadares, no Leste de Minas. A reprovação foi baseada em um parecer da equipe técnica de Confins, que alegou falta de espaço no pátio de aeronaves do terminal no horário que a Azul pretendia operar.

A companhia Azul poderá apresentar um novo pedido à Anac com outros horários de pousos e decolagens, o que ocorrerá nos próximos dias. Nesta frequência a Azul pretende usar o ATR-72, avião com 70 lugares. Essa mesma aeronave fará a ligação da cidade do Leste do Estado com a Pampulha, em Belo Horizonte. Atualmente a companhia usa entre as dua cidades o ATR-42 configurado com 45 lugares. A data da troca da aeronave não foi informada. O Aeroporto de Governador Valadares tem condições de receber jatos, com o da Presidência da República.

A partir de 8 de maio a Azul pretende iniciar voo diario e direto de Confins para Araxá, no Alto Paranaíba. Esse pedido ainda não foi analisado pela Anac. A partir de maio a cidade de Ipatinga, no Vale do Aço, perderá os dois voo diretos para Guarulhos, na Grande São Paulo. O número de voos de Ipatinga para Confins passará de dois para quatro.

A única companhia em condições de concorrer com a Azul no interior de Minas é a Passaredo. A empresa com sede em Ribeirão Preto possui nove modelos ATR-72, mesma aeronave usada pela Azul. Acontece que a quantidade de aviões não permite a Passaredo ampliar a sua área de atuação. Nesta semana a direção da Passaredo quando aviões serão comprados no segundo semestre de 2014.


            Horários que a Azul pretendia operar em Governador Valadares


Origem
Saída
Destino
Chegada
Frequência
Belo Horizonte – Confins
12h48
Governador Valadares
14h00
Diária
Governador Valadares
14h27
Belo Horizonte – Confins
15h33
Diária

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Montes Claros Fica Sem Voos

Montes Claros fica sem voos segundo informações apuradas o aeroporto de montes claros não poderá receber voos das companhias aéreas que atende a cidade, o motivo seria a falta do corpo de bombeiros no aeroporto devido as viaturas fe combate a incêndio esta em manutenção, por este motivo todos os voos que chegam e parte do aeroporto  foram cancelados.
Em nota a Infraero diz que ate amanhã os voos deverá ser normalizados. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

ANAC Inicia Operação Fim de Ano Nesta Sexta-feira

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) intensifica a partir de amanhã a fiscalização nos 12 principais aeroportos do país. A Operação Fim de Ano vai acontecer até o dia 13 de janeiro de 2014 e terá um reforço de 315 servidores, que trabalharão em turnos para cobrir os períodos de maior fluxo de passageiros. Os aeroportos envolvidos na operação são os de São Paulo (Congonhas e Guarulhos), do Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont), Brasília, Belo Horizonte (Confins), Campinas (Viracopos), Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Recife.

Em reunião realizada esta semana pela CONAERO (Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias), as companhias aéreas apresentaram à ANAC seus planos de contingência para as operações do final do ano. Entre as principais medidas estão a ocupação máxima das posições de check in nos horários de pico, o reforço de funcionários em guichês exclusivos para informações e registro de manifestações, a suspensão da prática de overbooking, aeronaves reserva disponíveis, o aumento no efetivo de tripulação, o remanejamento das manutenções programadas nas aeronaves e o reforço no treinamento das equipes de solo.

“Embora os aeroportos fiquem mais cheios nessa época, queremos garantir a adequada prestação do serviço de transporte aéreo ao usuário, como vem ocorrendo nos últimos anos”, avalia o diretor-presidente da ANAC, Marcelo Guaranys.

Direitos do passageiro

A agência esclarece que é dever da empresa aérea informar aos passageiros sobre atrasos e cancelamentos de voo e o motivo. Além disso, a companhia deve oferecer facilidade de comunicação (ligação telefônica, Internet e outros) para atrasos superiores a 1 hora; alimentação adequada para atrasos superiores a 2 horas, e acomodação em local adequado, traslado e, quando necessário, serviço de hospedagem, para atrasos superiores a 4 horas. Nos casos de preterição de passageiro por troca de aeronave de capacidade inferior, o transportador deverá procurar por passageiros que se voluntariem para embarcar em outro voo mediante o oferecimento de compensações, além de assegurar o direito a receber assistência material.

A ANAC orienta ainda que caso o passageiro se sinta prejudicado, deve procurar primeiramente a empresa aérea contratada para reivindicar seus direitos. Se as tentativas de solução do problema pela empresa não apresentarem resultado, o usuário poderá encaminhar a demanda à agência através da internet (Fale com a ANAC), pelo telefone 0800 725 4445 ou nos Núcleos Regionais de Aviação Civil (NURAC) localizados nos principais aeroportos do país.

Fonte: CNF AoVivo

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Infraero Adota Plano de Ação Para 63 Aeroportos na Alta Temporada

A Infraero já adotou o plano de ação para a movimentação da alta temporada até o final de janeiro de 2014. Para o período, o fluxo estimado de passageiros nos 63 terminais administrados pela empresa é de 26,27 milhões de pessoas, um crescimento de 2,42% em relação aos 25,65 milhões atendidos na alta temporada do ano passado. 



O planejamento envolve o reforço das atividades operacionais, de atendimento direto ao público e de manutenção e limpeza. Além disso, funcionários circularão pelos saguões e áreas públicas para orientar passageiros e usuários. Nos balcões de informação, as equipes estão preparadas para auxiliar os viajantes em questionamentos sobre voos, serviços disponíveis no aeroporto e dados gerais. Outra facilidade é o aplicativo Voos Online, agora também disponível para usuários de PCs/tablets Windows 8.1 e Windows Phone 8. 

O programa permite ao usuário consultar a situação dos voos em 55 aeroportos brasileiros e também acessar o Guia do Passageiro. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente no portal www.infraero.gov.br. A versão para Windows 8 está disponível, também gratuitamente, na loja Microsoft Store.


Fonte: Revista Flap 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Aeroporto de Guarulhos e Certificado e Já Pode Receber Super Jumbo da Boeing

O Aeroporto de Guarulhos já está certificado para receber o super jumbo 747-8, da Boeing. A autorização foi publicada ontem no Diário Oficial.



Desde 2008 a Boeing tenta convencer a Infraero a fazer adaptações no aeroporto para poder receber o avião. Mas, a Infraero alegava não ter recursos para fazer as adaptações necessárias. Com a concessão para a iniciativa privada, o novo operador do aeroporto fez as adaptações e solicitou a certificação.




O demora na certificação fez com que  a Lufthansa, primeira companhia a operar o jato na versão passageiro, adiasse os planos de voar com o equipamento para o Brasil.

Com 362 assentos, o 747-8 polui 20% menos e é 13% mais econômico que o 747-4, usado atualmente pela Lufthansa na rota para o Brasil.

A empresa alemã recebeu o primeiro 747-8 em maio do ano passado. O Brasil iria ser o sexto destino a receber o avião caso a certificação tivesse saído no início deste ano.

Não há previsão de quando a companhia iniciará as operações com o avião. A expectativa é de que na Copa do Mundo o avião entre na rota São Paulo-Frankfurt.

“Estamos muito contentes com a aprovação, mas neste momento não temos nenhuma indicação de quando receberemos o próximo 747-8 da Boeing e em qual rota ele será utilizado”, disse ao Senhores Passageiros o diretor de comunicação da Lufthansa para as Américas, Nils Haupt.

O 747-8 já voa para o Brasil, mas apenas na versão cargueira. Viracopos foi o primeiro aeroporto certificado para receber o avião.

A certificação de Guarulhos não permite a operação do Airbus A380, um avião categoria F. A certificação da categoria F está prevista para a Copa.

Apesar de o 747-8 ser classificado como categoria F, em todo o mundo, aeroportos categoria E conseguem receber o avião desde que sejam feitas algumas modificações.

O B 747-8 tem 76,3 m de comprimento e 68,5 de envergadura. O A-380 tem 72,77 de comprimento e 79,8 de envergadura.


Fonte: Folha de S. Paulo

domingo, 10 de novembro de 2013

Infraero Capacita Bombeiros Para Operar Carros de Combate a Incêndio

Aeroporto de Montes Claros/Mário Ribeiro (MG) concluiu o Curso de Operação de Carros Contra Incêndio (CCI). A capacitação ensina a metodologia para manobrar os veículos utilizados nas operações de salvamento e emergência para combate a incêndios, formando dez bombeiros militares para atuar no terminal mineiro.
Entre os tópicos abordados no curso, estão a condução de veículos de emergências, operação da superestrutura e do chassi do veículo, sistemas veiculares, deslocamento e extinção de incêndio. O treinamento conta com aulas teóricas e práticas. O Curso de Operação de CCI é realizado regularmente pela Infraero todos os anos em todos os aeroportos da Rede, sendo a estatal a única empresa brasileira autorizada pela Anac a ministrar essa modalidade de treinamento no país.
Outra capacitação recente voltada aos bombeiros em Montes Claros foi o Curso de Aperfeiçoamento Técnico de Bombeiros de Aeródromo (Ateba), concluído no final de agosto. O treinamento é direcionado aos bombeiros que atuam na Seção Contra Incêndio (SCI) dos terminais, buscando aperfeiçoar e atualizar os conhecimentos dos funcionários que já são capacitados para atuar nos aeroportos da Rede.
Com a conclusão do Curso de Operação de CCI, será iniciado na próxima semana o Curso de Formação Técnica de Bombeiros para Aeródromo (FTBA), que forma bombeiros para atuar nas atividades de segurança, combate a incêndio e salvamento do terminal aeroportuário. O Curso de Operação de CCI é um pré-requisito para a participação no FTBA.

“Os cursos de capacitação cumprem o papel essencial de formar uma força de trabalho capaz de manter os altos níveis de segurança exigidos em um aeroporto. A preocupação da Infraero em garantir a integridade dos usuários dos terminais é constante, e a formação e reciclagem regular dos bombeiros é uma demonstração disso”, pontou Leni Tolentino, superintendente de Montes Claros.


Fonte: Infraero

sábado, 2 de novembro de 2013

Aeroporto de Montes Claros Conclui Curso de Formação de Bombeiros



O Aeroporto de Montes Claros/Mário Ribeiro (MG) concluiu nesta sexta-feira (25/10) o Curso de Formação Técnica de Bombeiros de Aeródromo (FTBA), completando o ciclo anual de capacitações para bombeiros no terminal. Em agosto, o aeroporto mineiro realizou o Curso de Aperfeiçoamento Técnico de Bombeiros de Aeródromos (Ateba) e, em setembro, o Curso de Operação de Carros Contra Incêndio (CCI). Todos os treinamentos em questão são ministrados regularmente nos 63 aeroportos da Rede Infraero.
      O curso, que capacita bombeiros para a atuação na Seção Contra Incêndio (SCI) de aeroportos, foi iniciado no final de setembro e formou 40 participantes: 23 bombeiros militares de Minas Gerais e outros 23 do Espírito Santo.
      O treinamento foi composto de três fases: a primeira envolveu noções teóricas e práticas da condução de veículos de emergência, familiarização com a aviação e o complexo aeroportuário e funcionamento do Serviço de Prevenção, Salvamento e Combate a Incêndio em Aeródromos Civis (Sescinc). A segunda tratou sobre atendimento pré-hospitalar e técnicas de resgate em emergências aeronáuticas, enquanto a terceira abordou a formação de equipes na Seção Contra Incêndio. O treinamento foi concluído com um simulado de salvamento e de combate a incêndio, cumprido na quinta-feira (24/10).

O curso faz parte dos esforços regulares da Infraero para a manutenção de um alto nível de segurança operacional nos terminais da Rede. A estatal é a única empresa brasileira autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a ministrar essas modalidades de treinamento no país.
      “O conhecimento e experiência dos nossos colaboradores transmite conhecimentos valiosos aos bombeiros capacitados aqui, que são treinados para cumprir um trabalho crucial com excelência para a segurança dos usuários de Montes Claros”, destacou a superintendente de Montes Claros, Leni Tolentino.


FONTE: INFRAERO

domingo, 6 de outubro de 2013

Raio Laser Apontados Para Aeronaves em Montes Claros Colocam em Risco os Voos Para a Cidade

Duas ocorrências de disparos de raios lasers verdes, contra aeronaves, foram registradas somente neste mês de outubro em Montes Claros. A última notificação foi no ultimo dia 02 quarta feira durante um vôo  da Trip Linhas Aéreas desta vez o alvo foi uma aeronave modelo ATR-72. Um dia anterior a ocorrido uma aeronave C-95 da Fab também foi alvo de raio laser. Nos Dois Casos as aeronaves se preparavam para pousar.




Segundo a Infraero em montes claros são cerca de 4 pontos diferentes reportados pelos pilotos a torre o ponto mais critico e próximo a cabeceira 12.
 O objeto, bastante usado em festas e em estádios de futebol, mais pode provocar sérios danos quando apontado contra as aeronaves, causando grande risco de derrubar o avião. Através de pesquisas foi comprovado que o flash disparado contra a aeronave se espalha pela cabine, chegando a causar cegueira momentânea de 20 segundos no piloto, e ainda causando riscos de queimar a retina ocular podendo causar cegueira.Caso o acusado pelo disparo seja menor de idade, os pais respondem pelo crime. 
Em Montes Claros, os casos foram registrados através de notificação ao CENIPA-Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Segundo o Coronel Paulo do SERIPA III os casos de incidentes com laser em montes claros são bem maiores já que muitos dos pilotos não reportam ao Cenipa sobre o ocorrido.


A ação de apontar uma caneta de raio laser verde para um avião é crime contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal Brasileiro. A lei prevê de dois a cinco anos de cadeia, porém caso haja um acidente com mortes, o responsável pode ser condenado a até 12 anos. A caneta de laser e vendida abertamente no mercado a qualquer pessoa mais a uma lei que deve entrar em vigor no Brasil que prevê a proibição e comercialização destas canetas laser com alta intensidade de luz. 
Vídeo feito pelo CAP. Aviador Thiago quando se preparavam para pouso em Montes Claros quando a aeronave C-95 foi alvo do raio laser


Fonte/Texto: George Lucas


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Aeroporto de Uberaba Está Fora das Normas de Segurança Diz Anac

O Aeroporto de Uberaba está fora das normas de segurança e a Infraero chegou a ser multada pela Agência Nacional de Aviação Civil. Nesta semana, o prefeito Paulo Piau tratou do assunto, em Brasília. Cláudio Costa Junqueira, secretário de Planejamento, conta que a decisão foi mesmo pela desapropriação de uma área que próxima a cabeceira da pista. “Faremos uma audiência pública para termos uma ideia de quais são as necessidades da população, apresentaremos os projetos para a Infraero”.
A legislação determina como medida de segurança que, do centro da pista de pouso e decolagem até as laterais, é preciso ter, pelo menos, 150 metros sem obstáculos. Mas não é o que realmente acontece. Segundo a Secretaria de Planejamento, o levantamento aponta que cerca de 90 imóveis estão localizados nessa área.
O superintendente da Infraero, João Itacir, concorda que essa é realmente a melhor opção. A redução da pista implica na diminuição no tamanho de aeronaves com autorização para pouso e decolagem. “Isso reflete diretamente no tamanho da aeronave que opera. Esse reflexo certamente  afetará o transporte aéreo regular e diretamente a sociedade de Uberaba. Existe uma outra questão, que é o futuro do aeroporto. Neste momento estamos elaborando o plano diretor, pensando a longo prazo”, afirmou.
A preocupação de quem utiliza o transporte aéreo é de que a qualidade e o valor do serviço sejam afetados. Para o piloto de helicóptero Antônio Jordão, limitar o tamanho das aeronaves que podem pousar, reduz a chance de novas linhas atuarem na cidade. “A gente vive a expectativa de outras companhias maiores passarem a operar em Uberaba.”
Incerteza também para quem mora na zona de segurança. O aposentado Carlos Antônio Martins comprou a casa recentemente e está com medo de ter prejuízos. “Se eu soubesse deste projeto não teria averbado a minha casa”, reclamou.




Fonte: G1/MG 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Aviação Precisa Chegar ao Interior do País, Diz Infraero


O setor de aviação civil tem no Brasil enormes possibilidades de crescimento, mas para isso precisa superar conhecidos gargalos, dizem especialistas que participaram do evento “Aerobrasil 2013 – I Seminário Nacional de Aeroportos”, realizado nesta quinta-feira (27), em São Paulo.
“A infraestrutura brasileira, seja ela aeroportuária, seja rodoviária, seja ferroviária, ficou aquém do crescimento da demanda acontecido nos últimos dez anos, por uma série de razões. (...) Essa demanda veio crescendo e a infraestrutura aeroportuária não acompanhou esse crescimento e nós estamos de verdade correndo atrás do prejuízo”, admitiu Antonio Gustavo Matos do Vale, presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Segundo ele, parte do desafio que se apresenta atualmente é fazer a aviação chegar ao interior do país. “Nosso objetivo é fazer com que nós tenhamos uma aviação regional (...) compatível com a nossa economia e fazer com que o povo brasileiro possa mesmo usar a aviação como seu principal meio de transporte. Os recursos estão dados e cabe a nós, profissionais da área, fazer com que esta aviação surja e esteja compatível.”
Aviação regional
Ao falar sobre o programa de aviação regional do governo, Victor Celestino, diretor de Relações Institucionais da Azul Linhas Aéreas, disse que a companhia – que já opera em mais de cem aeroportos – identificou cem novos aeroportos com potencial de demanda.
“O que estamos preocupados é com o timing deste programa. Quanto mais rápido, melhor, justamente para contrapor estes efeitos macroeconômicos negativos”, disse.
Com relação à aviação civil, Celestino citou três questões que precisam ser rapidamente resolvidas. “Primeiro é a isenção das tarifas, que vai fazer diferença na operação dos aeroportos regionais; depois o subsidio, que está num modelo muito novo e inovador, achamos que deve ser implementado o quanto antes para mitigar justamente essa relação de custo na operação da aviação regional; e, por último, a modernização regulatória, na questão da distribuição dos slots, especialmente a abertura do aeroporto de Congonhas para a Azul, porque já estamos prontos, com os investimentos preparados, somente esperando uma decisão do governo.”
Basílio Dias, diretor de Assuntos Regulatórios da TAM, disse que a companhia tem visto “com muito bons olhos” a questão da aviação regional. “Temos feito estudos internos muito grandes a respeito disso. A TAM nasceu com DNA de uma empresa regional (...) e a vocação dela é de empresa regional”, falou. “A gente sabe que com esse mercado regional hoje a gente mudaria a trajetória do desenvolvimento do Brasil.”
Embora a aviação regional represente uma boa oportunidade na visão dos profissionais que participaram do evento, o coronel Lindolfo Würzler, parceiro da Socicam no aeroporto de Angra dos Reis, afirmou que o grande desafio é tornar os aeroportos regionais superavitários. “Ninguém quer os aeroportos regionais porque não vai dar dinheiro, é ‘boca pobre’”, falou.
Seria importante, na opinião dele, encontrar uma fórmula de viabilizar estes empreendimentos. “Sei que o principal não são as tarifas aeroportuárias (...), mas sim os negócios que poderão ser desenvolvidos nestes aeroportos. Você vai conceder áreas para hangar, para empreendimentos comerciais”, comentou.
Desafios
Ao citar o que considera um dos desafios que o país precisa vencer, José Antunes Sobrinho, presidente do consórcio Inframérica, falou que é preciso formar mão de obra capacitada para atuar no país. “Nosso grande desafio é estruturar e ter capacidade de gestão. A quantidade de novos aeroportos que pela frente é imensa. Estamos com pelos menos duas décadas atrasadas e a aviação ficou muito para trás no papel que deveria ter. Temos de recuperar muito em pouco tempo e para isso precisamos ter gente preparada”, falou.
Para Luiz Alberto Kuster, presidente da Viracopos Aeroportos do Brasil, também é preciso modernizar as leis de aduana, de Receita Federal no país. Segundo ele, existe uma grande oportunidade na carga aérea nacional. “É uma coisa muito tímida, nós não temos essa cultura no país e seria uma grande oportunidade até para subsidiar passagem aérea de passageiro”, falou.
“Um grande desafio está na questão da aduana, na modernização das leis para fazer o desembaraço de cargas. A gente tem uma inconstância muito grande nos processos. Nós temos na média de Viracopos, 50 horas para liberar uma carga e, nos Estados Unidos, se faz isso em 5 horas.”


Fonte: G1

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Governo Vai Avaliar Satisfação de Estrangeiros Com Aeroportos do País


O governo federal vai colher a opinião de turistas estrangeiros sobre os aeroportos do Brasil e, depois de verificar os resultados, vai dar um selo de qualidade aos que forem mais bem avaliados.

A pesquisa será realizada pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) e pela SAC (Secretaria de Aviação Civil) entre os dias 5 de junho e 5 de julho – período que vai englobar a Copa das Confederações, que ocorre de 15 a 30 de junho.
A pesquisa será realizada em sete aeroportos: Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Confins (MG), Guararapes (PE), Salvador (BA) e Pinto Martins (CE).
Aqueles que receberem melhor avaliação ganharão o selo, batizado de prêmio Boa Viagem.
O prêmio será dividido em várias categorias. Entre elas, conforto, acesso (via transporte público, ruas, rodovias e estacionamentos), check-in (avaliação de filas, atendimento, balcões eletrônicos) e restituição de bagagens. Também será escolhido o melhor aeroporto e os funcionários de destaque.
O objetivo do governo, segundo a Embratur, é ter informações sobre a satisfação dos usuários dos aeroportos em um período de grande movimentação.


Fonte: G1

terça-feira, 4 de junho de 2013

Aeroportos do Brasil São Piores do Que de Países Muito Pobres da África

Por que nossos aeroportos são tão congestionados e ineficientes? Antigos, superlotados, eles são piores do que os de países muito pobres como Mali, Tanzânia e Zimbábue. Com o aumento do número de passageiros, a chegada da Copa e das Olimpíadas, eles vão precisar de R$ 34 bilhões em investimentos até 2030 apenas para dar conta do recado.

Aeroporto de Vitória, Espírito Santo, em uma quinta-feira qualquer. O desconforto da multidão que se espreme no terminal de teto baixo é aumentado pelas obras de manutenção. São de emergência, para manter funcionando um prédio que já esgotou sua capacidade há muitos anos.

Em 2006 a construção de um novo terminal foi iniciada e pouco andou. As obras foram paralisadas em 2007, retomadas muito rapidamente em 2008 e desde então estão abandonadas pelo consórcio responsável pela construção do aeroporto.

Isso porque, em uma fiscalização feita em 2006, o Tribunal de Contas da União, o TCU, encontrou um rombo que já chegava perto de R$ 44 milhões e determinou à Infraero que descontasse esse valor dos futuros pagamentos ao consórcio, que não aceitou e abandonou as obras. Por isso, o aeroporto de Vitória, que deveria estar operando desde 2008, ainda nem saiu do chão.

O Tribunal de Contas da União relata o pagamento de serviços que não constavam do contrato ou não foram realizados. O consórcio, formado pelas empresas Camargo Correa, Mendes Junior e Estacon, não quis gravar entrevista. Em nota, afirma que não houve superfaturamento nem sobrepreço e que, com a determinação do TCU de descontar os pagamentos considerados indevidos, não havia condições de continuar a obra. Por isso, negociou com a Infraero a rescisão do contrato.

“Mas, em um caso desse, o que eu posso ver é pura retaliação contra a decisão do tribunal”, afirma o ministro do TCU Raimundo Carreiro.

Fantástico: Pra evitar fiscalizações futuras?
Raimundo Carreiro: É.
O que restou da obra é pouco. Em alguns pontos, veem-se as sapatas de apoio da estrutura. Em outros, só os ferros de construção brotam do chão. A terraplenagem para a nova pista está como ficou há cinco anos; a terra, exposta à chuva e à erosão.

Expostos também estão os passageiros. Sob sol ou chuva, a ligação entre o avião e o terminal é pela pista, subindo escadas em meio à movimentação e barulho de aviões.

Mas o aeroporto novo vai ter dez pontes de embarque e desembarque, que ligam o prédio direto ao avião, aumentando a segurança e o conforto dos passageiros. O preço de referência das pontes, encontrado pelo TCU, foi de R$ 630 mil. Preço apresentado pelo consórcio: R$ 2,925 milhões, quase cinco vezes mais caro. Somando as dez pontes, o sobrepreço, prejuízo para o contribuinte, chega perto dos R$ 23 milhões.

Segundo o consórcio, a comparação de preços por itens da obra não deve ser aplicada nesse caso, porque a concorrência foi feita com preço fechado. Alega que outros itens estão abaixo do mercado e que as pontes têm características próprias para cada aeroporto.

Em Vitória, uma obra que avança é a do posto do Corpo de Bombeiros, junto à pista. É que a Infraero conseguiu separar esse prédio do contrato original, porque a presença dos Bombeiros é fundamental para melhorar a segurança do aeroporto. Pela mesma razão, a nova torre de controle já está sendo erguida.

O reinício das obras do terminal novo foi parar na justiça. Infraero e o consórcio foram orientados a renegociar para finalmente terminar o aeroporto. Segundo o TCU, isso veio acompanhado de um pedido inusitado feito pelas empresas.

“Um advogado, em uma petição, chegou a dizer isso: que não se submetia à fiscalização do tribunal. Isso está escrito em uma petição que o advogado apresentou aqui, mas foi descartado e depois foi até um pedido de desculpas, e nós fixamos esse entendimento, que só voltaríamos a analisar o assunto com os projetos completos”, diz Raimundo Carreiro.

Fantástico: Quer dizer, a obra foi começada em 2005 e até hoje não tem um projeto executivo?

Gustavo do Vale (presidente da Infraero): Até hoje não tem o projeto executivo pronto. O projeto executivo está sendo desenvolvido nesse momento. Tanto o projeto executivo do terminal de passageiros, quanto o projeto executivo da infraestrutura também não está pronto.

Como é que se chega nessa situação, em que já havia uma obra em andamento sem projeto executivo, ficou parada quatro anos e ainda não tem projeto? “No caso do sistema aeroviário, nós temos várias obras que estão atrasadas por falta de projeto. Isso é um gargalo terrível”, afirma o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco.

Fantástico: O que faltou ali que permitiu que se criasse essa situação?

Moreira Franco: Não é que faltou. Na minha opinião, teve demais. Descuido com o dinheiro público. E achar que se poderia praticar esse tipo de distorção a custo zero.

O ministro disse ainda que agora - acompanhada pelo TCU - a negociação vai avançar. “Eu não tenho dúvida que o aeroporto de Goiânia, em Goiás, que também tem o mesmo problema ocorrido na mesma época são duas pedras no sapato da Infraero”, revela.

Hoje no Brasil há 58 obras de aeroportos em andamento, incluindo os 15 maiores do país. Desde 2004, o número de passageiros de avião no Brasil cresce 11% ao ano. Os embarques chegaram a 200 milhões por ano e até 2030 devem passar dos 500 milhões. Isso porque, além da renda do brasileiro ter aumentado, o preço médio das passagens de avião desde 2004 caiu pela metade.

O Brasil precisa investir R$ 34 bilhões para dar conta dessa demanda Hoje, 121 aeroportos recebem voos regulares. O governo quer acrescentar à lista 270 aeroportos regionais. E é preciso melhorar os grandes já existentes.
Um dos grandes gargalos é Guarulhos, em São Paulo, o maior aeroporto do país. Um novo terminal, com capacidade para 12 milhões de passageiros, está sendo erguido rapidamente pela empresa privada que ganhou a concessão do terminal no ano passado. Um novo estacionamento está quase pronto. Uma obra que o governo tentava fazer há muito tempo. Em 2007 e 2008, o TCU apontou indícios de irregularidades que impediram a licitação da obra.

Chegamos a 2011 com a ameaça de um apagão aeroportuário: confusão, filas, atrasos. A Infraero decidiu transformar um galpão de uma empresa aérea falida em um terminal remoto, o terminal 4. “Na realidade, assim nós fizemos com dispensa de licitação. Por quê? Por que nós precisávamos ter um terminal pronto ainda pro final do ano de 2011”, explica o presidente da Infraero.

A obra deveria ficar pronta em prazo recorde - seis meses. O ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz foi pessoalmente fiscalizar.

Fantástico: Quando o senhor visitou a obra, o senhor considerou a obra uma obra sólida?

Aroldo Cedraz: A estrutura metálica não me inspirava segurança e que poderia cair a qualquer momento.

Fantástico: Como de fato caiu?

Aroldo Cedraz: Como de fato caiu.

Duas semanas antes do prazo para inauguração, o teto desabou e se perdeu o prazo que justificava a emergência. Aberto depois das férias de verão, o terminal está isolado do resto do aeroporto. Apenas três empresas operam. O movimento é em torno de 100 mil passageiros por mês - contra 2,8 milhões nos terminais 1 e 2, menos de 4% do total.

Por tudo isso, o terminal 4 ganhou o apelido de "Puxadinho". Um "puxadinho" de R$ 86 milhões. Alegando urgência, a Infraero entregou a obra sem licitação para a construtora Delta, a mesma construtura Delta envolvida em uma série de escândalos em obras públicas espalhadas por todo Brasil.

Chama a atenção o acabamento. No teto, folhas de alumínio que fazem o isolamento térmico e acústico se mexem com o vento. Problemas nessa aplicação foram apontados em relatório do TCU, que fiscalizou a qualidade da construção. O TCU encontrou piso rachado e vazamentos, e apontou como causa a fiscalização deficiente na entrega da obra. Em nota, a Delta diz que eventuais reparos de responsabilidade da empresa serão realizados na forma e prazo determinados pela Infraero.

“Contra fato não há argumento. Até hoje, a obra está subutilizada por questões de logística, diz a Infraero. Aquele terminal chamado de puxadinho está subutilizado. Na verdade, o que aconteceu foi o seguinte: R$ 85 milhões foram jogados no lixo. Dinheiro público jogado no lixo”, afirma o procurador federal Matheus Baraldi Magnani.

“É importante que as pessoas ouçam e entendam isso: as coisas mudaram. Nós não vamos ter complacência com o malfeito”, afirma Moreira Franco.
A Justiça Federal aceitou esse argumento do Ministério Público, anulou o contrato e condenou a direção da Infraero e da Delta a devolver o dinheiro. A Infraero recorreu. “Isso está sendo contestado em segunda instância, porque, afinal de contas, devolver R$ 86 milhões de uma coisa que está pronta. É a mesma coisa: como é que eu vou devolver o terminal pra poder ressarcir R$ 86 milhões?”, questiona o presidente da Infraero.

Para ele, o terminal 4  não merece a má reputação.

Fantástico: Ele é conhecido em São Paulo como um puxadinho.

Gustavo do Vale: É, mas na realidade ele não é. Ele é um terminal de verdade. Ele foi feito com base no terminal remoto do aeroporto de Lisboa. Ele está à altura não só do aeroporto de Guarulhos, como de qualquer aeroporto do mundo.

Fantástico: É um puxadinho?

Moreira Franco: É um puxadinho. Por isso, todo mundo chama de puxadinho. E evidentemente não vai se fazer a infraestrutura aeroportuária de um que será inevitavelmente um dos maiores, uma das maiores economias do mundo na base do puxadinho.

Em uma pesquisa sobre qualidade de aeroportos feita pelo Fórum Econômico Mundial em 142 países, o Brasil está na posição 122. “Hoje, você não tem um aeroporto no Brasil dando conta do recado”, afirma Moreira Franco.
Não são só aeroportos. No Brasil, estradas, ferrovias, até a transposição do rio São Francisco começaram sem ter projeto.

“O Brasil ficou 30 anos sem fazer obras. Isso desmontou a maior parte das empresas de consultoria para realização de projetos. Então nós tivemos uma deficiência. Tem poucas empresas no mercado para fazer isso. E nós resolvemos, de maneira bastante clara, de que era mais importante começar a fazer obras e entregar obras importantes que o país precisava mesmo sem ter os projetos executivos prontos, porque o mais caro para o Brasil é não ter a obra. Esse é o custo Brasil mais alto”, aponta a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

“A questão da falta de pessoal no Brasil pressupõe planejamento também do próprio Estado. Ou seja, pra que o Estado faça uma obra ele tem que planejar de forma antecipada, ter técnicos para dar assistência, para fazer a planificação”, diz o presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes.

Para dar conta do investimento necessário, o governo anunciou transferir mais aeroportos para administração privada, como já fez com Guarulhos, Viracopos e Brasília. As empresas vencedoras da licitação administram e fazem ampliações nos terminais.
“Só pelo setor público, não vamos conseguir resolver o grande desafio que é garantir ao cidadão brasileiro um sistema aeroportuário adequado”, destaca Moreira Franco.

Na semana que vem: nem sempre a privatização dá o resultado esperado. O Fantástico vai mostrar a situação das estradas federais. Demoradas e caras, as estradas freiam o desenvolvimento do país.




Fonte: G1/Fantástico