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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Presidente da Emirates Airlines Fala do Voo MH370

Durante a Assembleia Geral da IATA (International Air Transport Association), que esse ano ocorre em Doha, no Catar, o presidente da Emirates Airline, Tim Clark cobrou maior transparência na investigação sobre o voo MH370.
 Em entrevista concedida à revista americana Aviation Week, Clark criticou a investigação sobre o desaparecimento do Boeing 777 da Malaysia Airlines.
A preocupação do presidente da Emirates não é casual, a empresa é a maior operadora global do 777.  O temor é que existam eventuais falhas de segurança, seja no avião ou no controle de passageiros, que permitiu alguém embarcar e controlar a aeronave.
O executivo também questionou as falhas na investigação, as quais considerou inadmissíveis num processo forense. 



Fonte: AeroMagazine

terça-feira, 18 de março de 2014

Voo MH370: Suicídio Pode Ter Sido Motivo Para Sumiço de Avião da Malásia Airlines

O copiloto do avião desaparecido da Malásia foi quem pronunciou as últimas palavras ouvidas da cabine, disse nesta segunda-feira o executivo-chefe da companhia aérea, enquanto os investigadores disseram estar considerando o suicídio do comandante ou um primeiro oficial como a possível explicação para o sumiço.


Nenhum indício do destino do voo MH370 da Malaysia Airlines foi identificado desde que desapareceu em 8 de março, com 239 pessoas a bordo. Os investigadores estão cada vez mais convencidos de que o aparelho foi desviado talvez milhares de quilômetros para fora de seu curso por alguém com profundo conhecimento do Boeing 777-200ER e de navegação comercial.
Uma busca em grande escala sem precedentes está em andamento, cobrindo uma área que se estende desde as margens do Mar Cáspio, no norte, até as profundezas do oceano Índico.

O executivo-chefe da linha aérea, Ahmad Jauhari Yahya, também disse em entrevista à imprensa que não ficou claro exatamente quando um dos sistemas de rastreamento automático do voo havia sido desativado, parecendo contradizer, assim, os comentários feitos no fim de semana por ministros do governo.

As suspeitas de sequestro ou sabotagem se fortaleceram ainda mais quando autoridades disseram no domingo que a última mensagem de rádio do avião - um informal "tudo bem, boa noite" - foi transmitida após o sistema de rastreamento, conhecido como "ACARS", ter sido desligado.

"As investigações iniciais indicam que foi o copiloto quem basicamente falou pela última vez em que foi gravado na fita", disse Ahmad Jauhari nesta segunda-feira, quando lhe perguntaram quem ele achava que havia dito as últimas palavras registradas.

Isso foi um sinal de saída para os controladores de tráfego aéreo à 1h19, quando o avião com destino a Pequim deixou o espaço aéreo da Malásia.

A última transmissão do sistema ACARS - um computador de manutenção que transmite dados sobre a situação do avião - tinha sido recebida à 1h07, quando o avião atravessou a nordeste da costa da Malásia e se dirigiu para o Golfo da Tailândia.

"Nós não sabemos quando o ACARS foi desligado depois disso", afirmou Ahmad Jauhari. "Deveria ter transmitido 30 minutos depois, mas essa transmissão não se concretizou."

Foco na tripulação

O avião desapareceu das telas de controle de tráfego aéreo civil na costa leste da Malásia menos de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur. Autoridades malaias acreditam que alguém a bordo desligou os sistemas de comunicação quando o avião atravessava o Golfo da Tailândia.

A polícia da Malásia está checando detalhadamente o histórico dos pilotos e do pessoal em terra para quaisquer pistas sobre um possível motivo para o que eles dizem agora que está sendo tratado como uma investigação criminal.



Quando lhe perguntaram se a hipótese de um piloto ou copiloto suicida está sendo considerada, o ministro interino dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein, respondeu: "Estamos examinando isso. Mas é apenas uma das possibilidades sob investigação", acrescentou.
Os esforços intensivos de vários governos para investigar a fundo todos os ocupantes do avião não tinham, nesta segunda-feira, chegado a qualquer informação que relacionasse alguém a bordo com grupos militantes, nem qualquer pessoa com um motivo político ou criminoso conhecido que pudesse levar a um sequestro da aeronave ou um atentado, disseram fontes de segurança dos Estados Unidos e Europa.

Uma fonte familiarizada com as investigações dos EUA sobre o desaparecimento disse que os pilotos estavam sendo estudados por causa do conhecimento técnico necessário para desativar o sistema ACARS.

Muitos especialistas e autoridades dizem que, enquanto o transponder do jato pode ser desligado por um movimento súbito de um interruptor na cabine, para desligar o ACARS é preciso que alguém abra um alçapão fora da cabine, desça na barriga do avião e puxe um fusível ou disjuntor.

Seria necessário, portanto, alguém com conhecimento sofisticado dos sistemas de um Boeing 777, de acordo com pilotos e duas autoridades norte-americanas próximas à investigação.


Fonte: Radar Aéreo

segunda-feira, 10 de março de 2014

Vietnã Recupera Objeto no Mar, Mas Nega Ser Peça do Avião da Malasya Airlines


Uma equipe de resgate do Vietnã recuperou nesta segunda-feira (10) um objeto amarelo que flutuava no mar e determinou que ele não era parte de um bote salva-vidas, como se suspeitou anteriormente, informou a autoridade de aviação civil do país. Havia a esperança de que o objeto fizesse parte do avião da Malaysia Airlines que desapareceu há dois dias com 249 pessoas a bordo.

"Foi recuperado o objeto, após aviso e pedido do centro de resgate da Malásia, 130 quilômetros a sudoeste da ilha de Tho Chu. O objeto foi identificado como uma tampa coberta de musgo de uma bobina de cabos", disse a Autoridade de Aviação Civil do Vietnã em seu site.
O órgão não especificou se o objeto fazia parte do avião, mas disse que irá enviar fotografias para seu centro de comando.
O Vietnã enviou dois helicópteros da ilha de Phu Quoc nesta segunda-feira para recuperar o item descoberto mais cedo por um avião de observação.
Até o momento, as operações de busca, que têm a participação de Austrália, China, Estados Unidos, Filipinas, Indonésia, Malásia, Cingapura, Tailândia, Vietnã e Nova Zelândia ainda não encontraram restos do aparelho.


O Boeing 777-200 decolou de Kuala Lumpur às 00h41 de sábado (hora local, 13h41 de sexta-feira no Brasil) e deveria aterrissar em Pequim seis horas mais tarde. Seu sinal no radar da Malásia foi perdido uma hora depois da decolagem.
O avião transportava 239 pessoas: 227 passageiros, incluídos dois menores, e 12 tripulantes malaios.
Investigações
O governo da Malásia abriu no domingo (9) uma investigação por terrorismo pelo desaparecimento do avião, no qual dois passageiros viajavam com passaportes roubados (um italiano e outro austríaco).


"Se (o desaparecimento) foi provocado por um problema mecânico ou por um erro do piloto, a responsabilidade é da Malaysia Airlines. Se foi um atentado, os controles de segurança do aeroporto de Kuala Lumpur devem ser punidos", afirma o Global Times.
Para o jornal oficial China Daily, "não é possível descartar a hipótese terrorista". Ao mesmo tempo, lamentou que as autoridades malaias e internacionais não tenham informado ainda a identidade dos passageiros com passaportes falsos.
Abdul Rahman confirmou que tem informações de que cinco passageiros despacharam a bagagem, mas não embarcaram na aeronave.
Mas a companhia aérea informou que, quando as ausências foram registradas, as bagagens foram isoladas, de acordo com o procedimento habitual.



Fonte: G1

domingo, 9 de março de 2014

Malaysia Airlines MH370 o Voo Do Misterio, Avião Pode Ter Mudado de Rota, Buscas São Ampliadas


A companhia aérea Malaysia Airlines afirmou que agora teme "pelo pior" para o avião que transportava 239 pessoas, mais de um dia após ter desaparecido, e está trabalhando com uma empresa dos EUA especializada em recuperação de desastres.
"Temendo-se pelo pior, um especialista em gestão de recuperação de desastres de Atlanta, EUA, estará ajudando a Malaysia Airlines neste momento crucial", disse a companhia aérea em comunicado. A informação é da agência de notícias Reuters.
A busca aérea pelo avião da Malaysia Airlines foi retomada nas primeiras horas deste domingo (data local), segundo a agência EFE. O rastreamento marítimo continuou por toda a noite na zona do Golfo da Tailândia onde se acredita que o Boeing 777-2000 tenha caído.
"Já se passaram mais de 24 horas desde a última vez que houve contato com o (voo) MH370. A operação de busca e resgate ainda não descobriu o que aconteceu com o avião", divulgou a Malaysia Airlines em seu último comunicado.
Segundo a marinha vietnamita, o possível acidente aconteceu a cerca de 300 quilômetros ao sul da ilha de Tho Chu.


Um avião do Vietnã avistou no sábado (8) à tarde, antes que serem canceladas as operações aéreas por falta de luz, duas manchas de óleo ao sul de Tho Chu que se assemelhariam ao resíduo que o carburante da nave desaparecida deixaria em seu trajeto.



As autoridades da Malásia anunciaram neste domingo (9) que as equipes de resgate ampliaram a área de busca nas águas do Golfo da Tailândia após informarem que o avião da Malaysia Airlines pode ter dado um giro na rota antes de desaparecer.
O ministro da Defesa e de Transportes, Hishammuddin Hussein, disse que as autoridades estudam todas as possíveis razões de uma meia-volta deste tipo.
"O desaparecimento do MH370 não é algo que possamos analisar superficialmente e não podemos descartar nenhuma possibilidade. As agências de inteligência de países relevantes foram informadas e compartilharemos a informação à medida que a investigação avançar", disse Hishammuddin.
Em entrevista coletiva posterior, autoridades da Aviação Civil e das Forças Armadas malaias disseram que os radares confirmam que o avião realizou essa manobra de giro, mas que não houve nenhuma comunicação do piloto como o protocolo estabelece.


Equipes de Malásia, Cingapura e Vietnã colaboram na busca, enquanto a China mantém oito navios em alerta para colaborar, além de uma pequena frota aérea preparada para decolar.
O destróier americano USS Pinckney, que transporta dois helicópteros MH-60R que equipados para resgate e busca, estava no mar da China Meridional e deve chegar hoje à região.
Os Estados Unidos também enviaram um avião de vigilância naval P-3C para colaborar na busca.

Voo MH370

O voo MH370 saiu de Kuala Lumpur às 00h41 (local, 13h41 da sexta-feira em Brasília) e a chegada em Pequim estava prevista para seis horas mais tarde, mas a aeronave perdeu o contato com a torre de controle de Subang às 02h40 (local).
O aparelho transportava 239 pessoas de 14 nacionalidades: 227 passageiros, incluídos dois menores, e uma tripulação de 12 malaios.

Mistérios Não Esclarecidos do Voo MH370




Os restos do avião ainda não terem sido encontrados deu margem para especulações sobre a causa do acidente, e até de que pudesse ter sido um ato terrorista.

Está sendo investigada, inclusive com a participação de autoridades americanas, a possibilidade de dois passageiros terem embarcado com passaportes roubados: um italiano e outro austríaco, roubados na Tailândia.

O diretor da Administração da Aviação Civil do Vietnã, Lai Xuan Thanh, acha 'estranho' que o equipamento eletrônico do avião daa Malaysia Airlines não tivesse enviado automaticamente sinais por satélite.

Passageiros investigados

Os serviços de segurança investigam a lista de passageiros do voo MH370 após descobrirem que pelo menos dois deles viajavam com passaportes falsos e haver suspeitas sobre a identidade de pelo menos outros dois.
"Estamos investigando a lista inteira de passageiros, não só desses quatro", disse Hishammuddin em entrevista coletiva no aeroporto de Kuala Lumpur. "Ao mesmo tempo nosso serviço de inteligência foi ativado e as unidades antiterroristas de todos os países relevantes foram informadas", acrescentou o ministro.
O italiano Luigi Marald e o austríaco Christian Kozel aparecem na lista de 227 passageiros que viajavam de Kuala Lumpur a Pequim no sábado, mas nenhum dos dois se encontrava na Malásia nesse dia.
Marald teve o passaporte roubado há um ano na Tailândia, onde está agora, e Kozel se encontra na Áustria e, como o primeiro, teve o passaporte roubado na Tailândia dois anos antes, segundo comprovaram as autoridades.
Os dois impostores compraram as passagens com destino a Copenhague via Pequim da China Southern Airlines - companhia com o fim do voo da Malaysia Airlines estava vinculado - em uma única operação realizada com moeda tailandesa, informou o canal "CNN".
A Interpol disse que é bastante preocupante que passageiros conseguiram embarcar no voo com passaportes que constavam como perdidos ou roubados em sua base de dados. Segundo a polícia internacional, pelo menos dois passaportes que estavam nessa lista constam como passageiros do voo desaparecido.
A Interpol também informou que está examinando outros passaportes “suspeitos” usados por passageiros do voo.
A agência oficial chinesa Xinhua informou neste domingo que um cidadão chinês também não estava no avião, como havia sido relatado anteriormente.



Fonte: G1